Como avaliar a informação na internet

 

A literacia informacional é um conjunto de competências de aprendizagem e de análise crítica, que permitem ao indivíduo pesquisar, avaliar, e usar a informação de forma eficiente. Implica determinar o tipo de informação que é lhe é necessária e útil, aceder-lhe de forma eficaz e eficiente, avaliar criticamente a informação e as suas fontes, incorporar essa informação na sua base de conhecimento, utilizá-la para fins e objectivos específicos e compreender as dimensões económicas, legais, sociais e éticas que condicionam o seu uso. É dentro deste contexto que a internet deve ser considerada enquanto recurso educativo.

 

A internet pode ser utilizada como:
– Fonte de informação;
– Recurso pedagógico-didáctico (ex.: e-learning);
– Instrumento de materialização de projectos (ex.: blogues);
– Objecto de estudo, nomeadamente no campo das Tecnologias da Informação.

 

Riscos da utilização da internet enquanto recurso educativo:
– Plágio (cópia não autorizada de informação);
– Confusão informativa (incapacidade ou dificuldade de seleccionar informação e distinguir material relevante e irrelevante).

 

Como a Internet é um sistema aberto, qualquer pessoa pode publicar qualquer tipo de informação, sem que haja qualquer tipo de avaliação prévia do que é disponibilizado. Muito frequentemente não é possível sequer determinar o autor dos conteúdos que estamos a consultar. Por conseguinte, é necessário aplicar algumas ferramentas que nos ajudem a avaliar a informação disponibilizada na Internet.

Critérios para a avaliação da informação na Internet:

Autoridade e credibilidade

– Existe informação sobre o autor ou entidade promotora da página? Procure determinar a responsabilidade intelectual da fonte, ou seja o seu autor, verificando se é conhecido na área, se é citado por outros autores e se é credível.

Exatidão e objetividade

– A informação disponibilizada é rigorosa e exata? São indicadas outras fontes onde se possa verificar o rigor e exatidão da informação?

Pertinência

– A informação é pertinente e vai de encontro às suas necessidades em termos de tipo e profundidade da informação?

Atualização

– Em que data é que a página foi criada? Qual a data da última atualização? Com que regularidade é atualizada a página? Verifique se estes dados estão disponíveis, para se certificar que a página que está a consultar fornece informação atualizada.

Como citar

 

Ao elaborarmos um trabalho de carácter académico ou científico devemos incluir uma secção com a revisão da bibliografia. No corpo do texto devemos identificar as fontes consultadas através de citações e, no final do trabalho, devemos apresentar uma bibliografia com todas as referências bibliográficas completas.

Os guias a seguir apresentados disponibilizam informação sobre como elaborar citações em trabalhos científicos e académicos de acordo com as normas nacionais e internacionais mais utilizadas nas Escolas do IPL.

Guia para a elaboração de citações – NP 405 (Norma Portuguesa 405)

Clique aqui para descarregar o manual

 

 Guia para a elaboração de citações – Norma APA (American Psychological Association)

Clique aqui para descarregar o manual

 

 Guia para a elaboração de citações – Norma Harvard (Harvard University)

Clique aqui para descarregar o manual

 

 Guia para a elaboração de citações – Norma IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers)

Clique aqui para descarregar o manual

Como criar inquéritos online

 

Existem várias ferramentas online para criação de inquéritos e sondagens, que poderão ser úteis para a elaboração de inquéritos para trabalhos académicos.

Ferramentas gratuitas disponíveis online:

Google Drive. Tutorial disponível em: https://support.google.com/drive/answer/87809?hl=pt;

Lime Survey. Tutorial disponível em: http://manual.limesurvey.org/wiki/Creating_surveys_-_Introduction;

Kwik Surveys. Tutorial disponível em: http://kwiksurveys.com/docs/;

Survey Monkey. Tutorial disponível em: http://help.surveymonkey.com/articles/en_US/kb/How-to-create-a-survey

Como elaborar bibliografias

 

O que é uma bibliografia?

Uma bibliografia é lista de referências bibliográficas, ordenadas segundo um determinado critério e que encerra elementos descritivos e identificativos de documentos. É um poderoso auxiliar do investigador uma vez que complementa as suas anotações e trabalho, conferindo-lhes valor através do reconhecimento das obras consultadas, bem como situa e identifica os documentos que lhes servem de fonte. Para além disso, uma bibliografia permite a recuperação e reutilização das fontes, potencializando e dando consistência à produção intelectual do investigador.

Neste sentido, a bibliografia torna-se um elemento obrigatório a qualquer trabalho académico e o domínio das suas regras essenciais é um imperativo para os membros de uma comunidade académica como a que os SDIPL servem.

Os guias a seguir apresentados disponibilizam informação sobre como elaborar referências bibliográficas em trabalhos científicos e académicos de acordo com as normas nacionais e internacionais mais utilizadas nas Escolas do IPL.

 

Guia para a elaboração de referências bibliográficas – NP 405 (Norma Portuguesa 405)

Clique aqui para descarregar o manual

 

Guia para a elaboração de referências bibliográficas – Norma APA (American Psychological Association)

Clique aqui para descarregar o manual

 

Guia para a elaboração de referências bibliográficas – Norma Harvard (Harvard University)

Clique aqui para descarregar o manual

 

Guia para a elaboração de referências bibliográficas – Norma IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers)

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Como elaborar trabalhos escritos

 

Em construção.

Como localizar documentos

 

Localizar exemplares a partir da base de dados?

O primeiro passo para localizar um documento é uma correta pesquisa na base de dados. Uma vez efetuada e selecionados os documentos de interesse para o utilizador, é de extrema importância prestar atenção aos campos à direita no ecrã. Assim, importa à localização da obra o seu tipo e localização dos exemplares.

O tipo, ou tipologia, prende-se com a natureza do documento, podendo ser uma monografia (livro), um audiovisual (CD, DVD, VHS, etc.), um periódico (revista), um analítico (artigo de uma revista), entre outros. A tipologia do documento ajuda a localizá-lo uma vez que o define e o liga muitas vezes a determinado espaço da biblioteca. Por exemplo, um documento audiovisual encontrar-se na sala de audiovisuais da respetiva biblioteca.

Como pesquisar

 

O essencial da pesquisa

A pesquisa processa-se no catálogo online dos SDIPL e pode ser feita em vários formatos, a saber:

Pesquisa, dita simples, permite o uso de um só campo para executar a procura;

Pesquisa Multicampo, alarga a procura a vários campos;

Pesquisa Multibase, permite pesquisar em simultâneo em diversas bases de dados;

Pesquisa Avançada, permite procura cruzada por diversos termos.

A quantidade de termos pesquisáveis é vastíssima e obedece a uma regra simples mas intransponível: os termos têm de ser presentes no registo bibliográfico ou na descrição das obras. Se tal não acontecer, por mais plausível que seja a sua relação com o teor da obra, o termo não remeterá para o documento procurado.

Direitos de autor

Gestores de referências bibliográficas

 

O que são gestores de referências bibliográficas?

– São ferramentas para criar e gerir referências bibliográficas de forma automática;

– Estas ferramentas permitem inserir as referências bibliográficas nos trabalhos em Word de forma automática;

– Estas ferramentas inserem a referência formatada de acordo com a norma selecionada (APA, Harvard, IEEE, etc.).

 

Ferramentas disponíveis na Internet:

Endnote Web – ferramenta disponível de forma gratuita para a comunidade académica do IPL através da B-ON. Tutorial Endnote Web disponível em: http://www.slideshare.net/eluciapacheco/gestores-de-referncias-bibliogrficas-endnote-web-zotero-e-mendeley;

Zotero – ferramenta gratuita. Tutorial Zotero disponível em: http://www.zotero.org/support/screencast_tutorials;

Mendeley – ferramenta gratuita. Tutorial Mendeley disponível em: http://www.slideshare.net/eTutoria/mendeley-recurso-de-investigao.

Glossário de termos biblioteconómicos

 

Um glossário tem como objetivo descrever o significado de alguns termos utilizados na linguagem biblioteconómica para uma melhor compreensão dos textos pelo leitor e para sanar quaisquer dúvidas sobre o significado dos termos.

 

Guia do utilizador das bibliotecas do IPLeiria

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ISSN, ISBN e DOI

 

ISSN (International Standard Serial Number)

O ISSN é um identificador numérico unívoco que identifica os títulos das publicações em série, nomeadamente revistas, jornais, as publicações anuais, etc. O sistema ISSN é regulado pela norma ISO 3297: 2007 – Information and Documentation. International Standard Serial Number ISSN, gerida pelo ISSN International Centre.

O ISSN é composto por dois grupos de quatro algarismos separados por hífen. O último dígito corresponde a um dígito de controlo calculado por um algoritmo sobre os números anteriores, que pode assumir a forma de X quando o seu valor é igual a 10. Por exemplo: ISSN 0871-415X.O ISSN aplica-se a todas as publicações em série, já publicadas, em publicação ou a publicar futuramente.

 

Como obter um ISSN

Antes de solicitar a atribuição de um ISSN deve verificar verificar-se se se trata, de facto, de uma publicação em série. Em caso afirmativo, deverá aceder à página do Centro Nacional ISSN, um serviço gratuito da Biblioteca Nacional. Nesta página encontrará o Formulário de solicitação de ISSN que deverá preencher e enviar para issn@bnportugal.pt.

 

ISBN (International Standard Book Number)

O sistema ISBN (International Standard Book Number) é regulado pela Agência Internacional do ISBN, que supervisiona e define a sua utilização e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país. A APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) é a Agência Portuguesa do ISBN desde 1988.O ISBN é um identificador numérico unívoco que identifica um livro numa determinada edição, o que facilita a recuperação e transmissão de dados em sistemas informatizados de livrarias, bibliotecas e arquivos.

A partir de 1 de Janeiro de 2007 o ISBN passou a ser constituído por 13 dígitos, com vista a aumentar a sua capacidade de numeração, dado o aumento exponencial do número de publicações e os diferentes formatos em que são publicadas.

 

Como obter um ISBN

As editoras interessadas em inscrever-se no sistema ISBN devem preencher o formulário próprio, disponibilizado no site da APEL, que deverá depois ser enviado para o endereço isbn@apel.pt. Posteriormente a APEL informará, por escrito, qual o prefixo de Editor, bem como o(s) ISBN(s) solicitado(s) na altura da inscrição. Em futuros pedidos de atribuição de ISBN, a editora deverá referir este prefixo. Este serviço é gratuito.

 

DOI (Digital Object Identifier)

O DOI é um padrão para identificação unívoca de documentos disponíveis na Internet, que foi desenvolvido pela American Association of Publishers (AAP). Este identificador permite localizar e aceder a documentos na Web, nomeadamente artigos publicados em periódicos e obras protegidas por copyright. Aplica-se a livros, artigos de revistas e outros documentos em geral.

O DOI atribui um número único e exclusivo a qualquer material publicado na Internet (textos, imagens, etc). Este identificador é composto por duas sequências: um prefixo que identifica o editor do documento; um sufixo determinado pelo responsável pela publicação do documento. O prefixo DOI é atribuído pela IDF (International DOI Foundation), que garante que cada prefixo é único.

O DOI para além de ser um mecanismo utilizado para garantir o pagamento de direitos de autor através de um sistema de distribuição de textos digitais, é também um sistema que permite facilitar a localização e o acesso de materiais na Web.

 

Como obter um DOI

Consulte a informação disponível no site oficial do projeto DOI.

Licenças Creative Commons

 

As Licenças Creative Commons permitem aos autores a definição das condições em que os seus trabalhos são partilhados na Internet. O autor tem à sua disposição um conjunto de seis licenças-padrão que oscilam entre condições restritivas (todos os direitos reservados) ou condições permissivas (domínio público).

As licenças são um instrumento que facilita a partilha e reutilização de trabalhos na Internet de forma legal e respeitando a autoria dos trabalhos, uma vez que todas as licenças requerem que seja dado crédito ao autor original da obra, da forma por ele especificada.

Razões para utilizar as Licenças Creative Commons:

  • São internacionais, estando enquadradas legalmente em mais de 100 países;
  • São totalmente gratuitas e de utilização rápida e fácil;
  • Estão disponíveis em várias línguas, incluindo a língua portuguesa;
  • Podem aplicar-se a qualquer tipo de criação intelectual em qualquer domínio do conhecimento;
  • Protegem os direitos do autor da obra.

 

Para mais informações sobre as Licenças Creative Commons consulte: http://creativecommons.pt/

Repositório do IPLeiria

 

O que é o Ic-Online?

O Ic-Online é o Repositório institucional do IPL que tem por missão divulgar, preservar e facultar o acesso à produção científica realizada no IPL e nas suas unidades orgânicas. A Política Institucional de Open Access do IPL que regula o depósito de documentos no Ic-Online foi publicada no Despacho n.º 26/2011 do IPL que pode consultar clicando aqui.

 

Quem pode depositar documentos no repositório Ic-Online?

Os docentes e investigadores do IPL.

 

Que documentos posso depositar?

  • Monografias;
  • Teses e dissertações;
  • Artigos científicos (preprints e postprints);
  • Working papers;
  • Relatórios técnicos;
  • Comunicações apresentadas em conferências e congressos;
  • Relatórios de projetos de investigação;
  • Boletins de departamentos ou unidades de investigação.

 

Como posso depositar documentos no Ic-online?

Tem duas opções: auto-arquivo ou depósito mediado.

Auto-arquivo – Deverá efetuar o registo no repositório Ic-Online em com o e-mail do IPL. De seguida deverá enviar um e-mail para o Helpdesk (repositorio@ipleiria.pt) solicitando permissão para depositar documentos. Após a atribuição da permissão pode começar de imediato a depositar documentos.

Depósito mediado – em alternativa pode enviar os documentos para o Helpdesk do Repositório (repositorio@ipleiria.pt), indicando que pretende depositar os documentos em causa no Repositório do IPL, em texto integral. O depósito será efetuado pela equipa do Ic-Online, e posteriormente será avisado por e-mail assim que o depósito estiver concluído.

 

Alguns mitos sobre o auto-arquivo em repositórios institucionais:

Os direitos de autor não são violados, antes preservados. Não existe colisão entre a legislação dos direitos de autor, e o livre acesso à informação. Promove-se o uso de licenças livres (Creative Commores) que exigem esse reconhecimento.

Os documentos depositados em repositórios têm qualidade pois provêm de investigações e tem reconhecimento científicos com avaliação de especialistas (artigos de revistas “peer review”) e outros avaliadores ou especialistas que confirmam a qualidade/valor das investigações.

Os autores/investigadores tem uma perceção positiva sobre o livre acesso, mas não estão muito disponíveis para ele. Continua a haver o hábito de se publicar mais nas revistas de impacto, fruto dos sistemas atuais de avaliação.

 

E os direitos de autor?

Ao depositar, estará a conceder ao IPL apenas uma licença de distribuição não exclusiva, o que significa que continua a reter os seus direitos de autor. Os direitos de autor/copyright pertencem ao (s) autor (es), a não ser que os autores os tenham transmitido / cedido a terceiros de forma explícita, como acontece na publicação de artigos em revistas científicas. São as editoras que impõem quais as condições de cedência de direitos de autor. A maioria das editoras continua a permitir o auto-arquivo de uma cópia dos documentos em repositórios institucionais.

Quando autores publicam os trabalhos em atas de conferência ou numa revista, sem explicitarem a transferência de direitos, isso não afeta a integridade dos direitos dos autores, em especial o direito de auto-arquivo em repositórios ou noutros locais.

 

Como saber se a revista onde publicou permite o auto-arquivo em Repositórios Institucionais?

Poderá consultar a política de auto-arquivo em Repositórios Institucionais de milhares de publicações periódicas internacionais e também nacionais no site do projeto Sherpa/RoMEO. A informação sobre os direitos de autor das revistas portuguesas são recolhidas pelo projeto Blimunda e são disponibilizadas no site Sherpa/RoMEO.

As listagens apresentadas classificam as políticas de direitos de autor e auto-arquivo de editoras e das suas publicações através de códigos de cores, (Cores RoMEO) apresentam um sumário das condições aplicáveis e contem a ligação para os websites das editoras.Contém as condições ou restrições impostas pelas editoras. Pode pedir informações sobre a política da revista ou de uma editora caso não encontre nas listagens, ou mesmo sugerir a sua adição enviando uma mensagem. Pode ainda solicitar autorização à editora.

As editoras estão classificadas de acordo com uma tabela de cores. Uma das indicações mais comuns é a de as editoras não permitirem que os autores utilizem o PDF produzido pela editora, contudo permitem ao autor produzir a versão do seu próprio pdf (com conteúdo igual ao do artigo publicado pela editora), a ser depositado num repositório.

 

Cores RoMEO

Politica de auto-arquivo:

Branco – auto-arquivo não é permitido

Amarelo – permitido auto-arquivo de preprints

Azul – Permitido auto-arquivo de postprints

Verde – permitido auto-arquivo de preprints e postprints

 

Um preprint pode ser sempre legalmente auto-arquivado (para mais informações consulte as FAQ’s do Repositorium da Universidade do Minho).