Usando o modelo epidemiológico SIRI, analisamos o impacto dos programas de vacinação e dos efeitos secundários da vacina sobre as decisões individuais de vacinar ou não. A existência de reinfecção provoca a novidade da existência de três equilíbrios de Nash para o mesmo nível do risco de morbidade. Esta existência introduz dois cenários com características relevantes e opostas: o cenário de baixa vacinação, correspondente a uma estratégia de vacinação com probabilidade baixa; e o cenário de alta vacinação onde os indivíduos vacinam com probabilidade alta. Introduzimos a dinâmica evolutiva da vacinação e provamos que ela é biestável. A biestabilidade indica que o dano provocado por falsos sustos pode ser muito maior e muito mais persistente do que no modelo SIR, onde não existe re-infeção.