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AVISO

Por despacho da Presidência do Politécnico de Leiria, de 11 de março de 2020, serão cancelados ou adiados os eventos não essenciais à atividade académica. Desta forma, informamos que o evento “A BOA MÚSICA É PARA SER OUVIDA – HOJE E SEMPRE” foi adiado, aguardando agendamento de nova data.

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“A BOA MÚSICA É PARA SER OUVIDA – HOJE E SEMPRE“, com António Victorino D’Almeida
Biblioteca José Saramago (Campus 2 do Politécnico de Leiria) | 20 de março de 2020 | 15h00

A Biblioteca José Saramago acolhe a pré-abertura do 38.º Festival Música em Leiria através do evento “A boa música é para ser ouvida – hoje e sempre”, com António Victorino D’Almeida, que irá decorrer no dia 20 de março de 2020, pelas 15h00, A sessão contará com a apresentação do livro “Ensaio sobre a surdez”, seguida de “Improviso – um percurso meditativo desde a música mais popular, ao extremo da complexidade”.

ENTRADA LIVRE.

 

A BOA MÚSICA É PARA SER OUVIDA – HOJE E SEMPRE

A música, tal como todas as artes, aliás, constitui um organismo cujos diversos órgãos podem ser analisados um a um, ainda que sob o iminente risco de essa análise ser concretizada sobre algo que já morreu – porque o analista, ainda que na melhor das intenções, começa muitas vezes por a matar. Esse é o grande risco de uma certa musicologia.

Logo, sempre defendi que a análise da música – e de todas as artes, aliás…-, por mais minuciosa que se deseje, deve sempre, antes do mais, preservar a vida dessa mesma música, fazendo-a escutar no seu todo. Essa análise global será obviamente menos pormenorizado, mas tem a incomparável vantagem de lidar com um organismo vivo, capaz até de gerar novas vidas… Este é o princípio condutor do meu recente livro.

António Victorino D’Almeida

 

Biografia de António Victorino D’Almeida

António Victorino D’Almeida nasceu em Lisboa, a 21 de maio de 1940, e cedo iniciou uma carreira de pianista e concertista, tendo atuado numa grande parte dos países europeus, incluindo a antiga União Soviética, e também no Brasil, Canadá, Cabo Verde, Angola, Moçambique e Macau. Em concertos ou gravações, dirigiu várias orquestras, tanto em Portugal como noutros países, mas considera que a sua atividade primordial é a de compositor.

Obteve a mais alta classificação no curso superior de Composição da Escola Superior de Música de Viena e o seu catálogo apresenta trinta e oito obras sinfónicas e corais-sinfónicas, incluindo sete Sinfonias, uma Sinfonia Concertante, duas Missas e nove Concertos para instrumentos solistas com acompanhamento orquestral – Piano (dois), Violino, Flauta, Oboé, Clarinete, Guitarra, Tuba e Saxofone – além de Aberturas, Variações, Poemas Sinfónicos, etc. É ainda autor da ópera “O Canto da Ocidental Praia”, de uma pequena ópera de câmara e de um musical sobre A Relíquia de Eça de Queiroz.

A sua obra para Piano Solo apresenta sete Sonatas e uma Sonatina, doze Prelúdios, quatro Estudos, três Prelúdios e Fugas, sete Nocturnos e uma trintena de outras obras, além de quatro peças para dois pianos, uma peça para piano a quatro mãos, outra para seis mãos e outra ainda para dois pianos a oito mãos.

Compôs diversas obras de câmara para os mais diversos conjuntos instrumentais – quartetos, trios, quintetos, septetos, decatectos, sonatas para trompa e para violeta, etc. – além de vários ciclos de canções.

Dentro de outros géneros musicais, particularmente o Wienerlied, escreveu mais de meia centena de canções que fazem parte do reportório regular da artista austríaca Erika Pluhar, e quinze fados, maioritariamente para Carlos do Carmo, mas também para Mísia e outros intérpretes. Com texto de Rosa Lobato Faria, compôs ainda a canção com que Tó Cruz venceu um Festival da Canção da RTP, além de ter orquestrado para a Orquestra Sinfónica da Flandres várias dezenas de canções dos Madredeus. É também autor do hino da Sociedade Portuguesa de Autores.

Antes deste ensaio, escreveu e publicou doze livros, desde o romance à autobiografia, passando pela História da Música. É também autor da adaptação para teatro musicado de A Relíquia, de Eça de Queiroz, tendo também trabalhado com regularidade em música de cena, nomeadamente para A Barraca ou o Burgtheatre de Viena – ou na banda sonora de filmes.

Realizou duas longas metragens: A Culpa, vencedora do Festival de Huelva, e As Mesas de Mármore, para a ORF, além de O Tempo e as Bruxas, um filme de carácter experimental, com exclusiva participação de atores amadores.

Foi ainda autor, apresentador e realizador de cinco séries televisivas para a RTP e de uma para a SIC; além de um documentário sobre o fado; Gemeinsam, uma produção da ORF; e de O Inconformista, sobre a figura de Mário Castrim.

Foi condecorado pelos Presidentes da República de Portugal e da Áustria e foi feito Cavaleiro da Grande Ordem e das Letras pela República Francesa.

 

 

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