
RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS DO MESTRADO EM ARTES DO SOM E DA IMAGEM_ESAD.CR EM PARCERIA COM A ASSOCIAÇÃO CULTURAL OSSO_5ª EDIÇÃO_2026
FOTOGRAFIA_ 27 de Abril a 1 de Maio
ARTES SONORAS_ 4 a 8 de Maio
CINEMA E VÍDEO_ 11 a 15 de Maio
INSTALAÇÕES DA OSSO, ALDEIA DE S. GREGÓRIO, CALDAS DA RAINHA
As residências artísticas do Mestrado em Artes do Som e da Imagem pretendem ser uma forma de estimular o desenvolvimento de projectos de investigação nas áreas do som e da imagem, através da colaboração entre estudantes e artistas convidados. São uma proposta conjunta do MASI_ESAD.CR e da Associação Cultural Osso. Serão realizadas três residências nas instalações da OSSO, na aldeia de S.Gregório, concelho de Caldas da Rainha, em Abril e Maio de 2026, envolvendo os estudantes do mestrado em Artes do Som e da Imagem, professores, artistas convidados e os intervenientes da comunidade local.
Com a Participação dos estudantes, dos docentes
Emanuel Brás, Diogo Saldanha, Pedro Letria, Riccardo Wanke e Susana Duarte e dos artistas convidados
ÂNGELA DA PONTE
ANTÓNIO JÚLIO DUARTE
TIAGO HESPANHA
Este trabalho foi suportado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do Financiamento Base do LiDA, com a referência UID/05468/2025


O QUE FAÇO EU AQUI?
António Júlio Duarte
FOTOGRAFIA
27 DE ABRIL A 1 DE MAIO DE 2026
INSTALAÇÕES DA OSSO, ALDEIA DE S. GREGÓRIO, CALDAS DA RAINHA
Desenhar um mapa fotográfico coletivo do território onde se situa o espaço da residência. Apresentação e discussão diária das imagens produzidas e de trabalhos e textos de outros autores.
Sequência e estrutura do trabalho coletivo.
Projeção do trabalho final.
ANTÓNIO JÚLIO DUARTE (Lisboa, 1965).
Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro desde 1990.
Uma selecção das suas mais recentes exposições individuais inclui “Rumble Fish” na Appleton Square, Lisboa 2024; “Febre” no Museu de Serralves, Porto 2023; “Guiné-Bissau 1990” na Galeria Bruno Múrias, Lisboa 2023; “Eclipse” na Galeria Bruno Múrias, Lisboa, 2020; “White Noise” no Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes, 2017; “América” na Galeria Pedro Alfacinha, Lisboa, 2017; “Suspension of Disbelief” no Centro de Artes Visuais, Coimbra, 2016; “Mercúrio” na Galeria Zé dos Bois, Lisboa, 2015 e “Japão 1997” no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, 2013.
Publicou vários livros de fotografia, entre os quais se destacam “Guiné-Bissau 1990” (2023), “Against the Day” (2019), “Ensaio” (2018), “Japan Drug” (2014) e “White Noise” (2011), publicados por Pierre Von Kleist Editions; “Ph. António Júlio Duarte” publicado por Imprensa Nacional-Casa da Moeda em 2022; “W” (2021) publicado por Antumbra Publishing House; “Deviation of the Sun” (2013) publicado por Centro Cultural Vila Flor e “The Candidate” publicado por GHOST Editions em 2012.
www.antoniojulioduarte.pt

O que é um instrumento?
Ângela da Ponte
ARTES SONORAS
4 A 8 DE MAIO DE 2026
INSTALAÇÕES DA OSSO, ALDEIA DE S. GREGÓRIO, CALDAS DA RAINHA
A partir dos instrumentos tradicionais da região (se possível pesquisar/encontrar instrumentos da região ou até objetos tradicionais que possam produzir som), a proposta lança a questão “o que é um instrumento?”, e de como um objeto portador de identidade cultural se pode fundir com outros contextos ou pode ser reintegrado num ambiente distinto. Será que perde a sua identidade sonora?
Podendo ser pensado como uma instalação-performance, construir-se-á como um espaço sensorial e processual, onde o som e o(s) corpo(s) instrumentais dialogam em tempo real. O projeto poderá incidir em captações de instrumentos/objetos tradicionais e exposição dos mesmos e na sua utilização numa composição em tempo real, sendo manipulados e transformados ao vivo, ou gravações que poderão ser reproduzidas em simultâneo. Também o uso de multimédia (vídeo de instrumentos tradicionais e exploração dos mesmos no contexto do tratamento de imagem) poderá ser utilizado caso os participantes queiram cruzar áreas.
Mais do que um objeto final, esta proposta espera ser um processo vivo de escuta, composição e transformação, onde tradição e contemporaneidade se entrelaçam, projetando novas formas de pensar e habitar o património cultural português.
www.angeladaponte.com

RELATOS DO FIM E DO INÍCIO
Tiago Hespanha
CINEMA E VÍDEO
11 A 15 DE MAIO DE 2026
INSTALAÇÕES DA OSSO, ALDEIA DE S. GREGÓRIO, CALDAS DA RAINHA
“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.” – in Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez
Filmar o que não se vê. Quanto de imaginado existe naquilo que vemos? Nesta oficina proponho trabalhar o gesto documental a partir de elementos imaginários.
Partindo de mitos, histórias, relatos fantasiosos, memórias e outras pequenas narrativas proponho uma reflexão conjunta sobre as ideias de fim e início: do dia, da vida, de uma casa, de uma relação, de um trabalho, de uma árvore, de um objecto, do mundo, etc. – o fim e o início na intimidade, no quotidiano, na natureza… – A partir desta investigação conjunta faremos uma aproximação ao quotidiano de São Gregório, procurando na realidade à nossa volta ecos desta reflexão. O processo criativo será conduzido num movimento cíclico: iremos dedicar-nos sucessivamente à recolha e partilha de histórias, à escrita, ao som e à imagem, para voltarmos à escrita e assim sucessivamente, trabalhando com estes elementos por separado.
Tiago Hespanha (1978) é realizador, produtor e tem colaborado com vários artistas de diferentes áreas (cinema, dança, teatro, performance, música). Licenciou-se em arquitectura. É sócio fundador da produtora Terratreme Filmes, desde 2008, juntamente com Leonor Noivo, Luisa Homem, João Matos, Pedro Pinho e Susana Nobre, onde produz os seus filmes e trabalha com vários realizadores e produtores. É professor de realização no mestrado internacional em documentário Docnomads, desde 2012. É membro dos Ateliers Varan, desde 2014. Fez o mestrado em “Documental de Creación”, na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona. Fez o curso de realização de documentários dos Ateliers Varan, em 2006. Coordenou vários ateliers de realização em documentário. Entre os seus filmes destacam-se: CRUZEIRO DO SUL (2025, Doc. 27’), CAMPO (2019, Doc. 100’), REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (2014, DoC. 72’), co-realizado com Frederico Lobo, VISITA GUIADA (2009, Doc. 56’), O PRESENTE QUE VEIO DE LONGE (2008, Doc. 5’).