
Seminário em Pós-Produção de Projeto Final
Rita M. Pestana, Hugo Leitão e Gonçalo Ferreira
SEMINÁRIO
12, 13 E 20 DE MAIO DE 2026
10H -13H – ESAD.CR
Seminário em Pós-Produção de Projeto Final onde convidados externos, profissionais do meio audiovisual, vão dar apoio aos projetos Finais da Licenciatura em Som e Imagem. Este apoio afirma-se como fundamental para a integração dos projetos num contexto profissional, aprimorando a sua etapa de produção e preparando-os para festivais e outras mostras qualificadas. Os projetos serão analisados em termos da sua Montagem, Correção de Cor e técnicas de Pós-Produção de Som e de Mistura sonora. Este apoio está inserido no contexto do financiamento do ICA 2025

Rita M. Pestana
SEMINÁRIO
12 DE MAIO DE 2026, 10H -13H
SALA 34 DO EP1 – ESAD.CR
Rita M. Pestana nasceu em 1987, em Lisboa. Aos doze anos recebeu a sua primeira câmera de filmar com a qual se habituou a gravar a sua casa, a sua família, cenas quotidianas da cidade e a si mesma. Montava o que filmava através de dois leitores de vídeo VHS, gravando os momentos filmados preferidos para uma cassete virgem. Desde então o processo de montagem tornou-se um modo de pensar sobre tudo o que a rodeava. Em 2009 formou-se em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa com especialização em realização e montagem. Começou a trabalhar em 2006, como montadora, com o realizador Luís Alves de Matos (Montanha Fria, 2007), selecionado para vários festivais nacionais e internacionais. Premiada com a bolsa InovArt, em 2011, mudou-se para o Brasil para colaborar com o Coletivo Teia. No Brasil trabalhou como 1a assistente de realização de longas-metragens (entre elas “Os Sonâmbulos, Tiago Mata Machado; “Elon não acredita na Morte”, Ricardo Alves Jr.) e montou várias curtas e longas metragens. Destacam-se “Baronesa” (Juliana Antunes, 2017); “Paloma” (Marcelo Gomes, 2022), “Hotel Fortaleza” (Armando Praça, 2021), entre outros. Voltou, em 2020, para Portugal onde montou a longa metragem “Mulheres do meu País” (Raquel Freire, 2020), “Do Bairro” (Diogo Varela Silva, 2021) “Ouro Negro” (Takashi Sagimoto, a estrear) e foi anotadora de telefilmes para a televisão e da última longa metragem de Luís Filipe Rocha, “O teu rosto será o último”. Ganhou prémio de melhor montagem pelo filme “Baronesa” no festival do Rio e de São Luiz do Maranhão. Em 2018 Rita foi selecionada para a Berlinale Talents, dentro do Editing Studio, tendo como mentoras Susan Korda, Gesa Marten, Molly Malene Stensgaard e Sabine Brose. Durante um ano deu oficinas de Cinema para jovens entre os 12 e os 15 anos, no interior do Rio de Janeiro ao abrigo do programa “Imagens em Movimento”. Foi professora de Cinema convidada pelo Freud Cidadão (Belo Horizonte), um centro de atenção psíquica estruturado para acolher, tratar e orientar adolescentes e adultos em sofrimento mental. Actualmente encontra-se a montar, em conjunto com Claudia Rita Oliveira, o mais recente filme de Pedro Pinho e a finalizar a sua primeira curta metragem de fição, escrita e realizada por si.

Hugo Leitão
SEMINÁRIO
13 DE MAIO DE 2026, 10H -13H
SALA 34 DO EP1 – ESAD.CR
Hugo Leitão nasceu em Lisboa, em 1982. Trabalha com Som e Música para cinema desde 2001, quando integrou o departamento de Pós-Produção de Som na Tobis Portuguesa. Em 2010, mudou-se para os Estados Unidos para estudar na LA Recording School como bolseiro da Fundação Gulbenkian.
De volta a Lisboa, fundou seu próprio estúdio em 2017, onde trabalha como designer de som, editor, misturador e compositor. Colaborou em filmes de diversos realizadores, incluindo Pedro Costa, Carlos Conceição, Cláudia Varejão, Carlos Reygadas, Marco Martins, Leonor Noivo, Irene Borrego, João Nicolau, João Botelho, Manuel Mozos, Tiago Guedes, Marta Mateus, Paolo Marinou-Blanco, Gabriel Abrantes, Susana Nobre, Inês Oliveira e Teresa Villaverde, entre outros.
Em 2022, recebeu o Prémio Sophia de Melhor Banda Sonora Original, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, pelo seu trabalho no filme Serpentário (2021), de Carlos Conceição.
Filmes recentes:Bulakna (2025) – longa-metragem (ficção/documentário) de Leonor Noivo | designer de som
As Filhas do Fogo (2023) – curta-metragem (ficção) de Pedro Costa | gravação, montagem e mistura de som
Kora (2024) – Curta (documentário) de Cláudia Varejão | misturador
Fogo Do Vento (2024) – longa-metragem (ficção/documentário) de Marta Mateus | designer de som e misturador
As Meninas Exemplares (2024) – longa-metragem (ficção) de João Botelho | misturador
Sonhar com Leões (2024) – longa-metragem (ficção) de Paolo Marinou-Blanco | desenho de som e mistura
Magalhães (2025) – longa-metragem (ficção) de Lav Diaz | misturador
Wake of Umbra (202..) – longa-metragem (ficção) de Carlos Reygadas | designer de som
As Filhas do Fogo (202..) – longa-metragem (ficção) de Pedro Costa | gravação, montagem e mistura de som

Gonçalo Ferreira
SEMINÁRIO
20 DE MAIO DE 2026, 10H -13H
SALA 30 DO EP1 – ESAD.CR
Gonçalo Ferreira – Gonçalo Ferreira é um colorista português com uma extensa carreira na pós-produção audiovisual, somando mais de uma centena de créditos em cinema, televisão e curtas-metragens. O seu trabalho atravessa produções nacionais e internacionais, com destaque para títulos como When the Waves Are Gone (2022) e Years of Macau (2019). Ao longo dos anos, tem mantido uma colaboração consistente com o cinema independente e de autor, desenvolvendo uma prática contínua e particularmente prolífica enquanto colorista, com atividade intensa em projetos recentes (2023–2025). Para além da correção de cor, trabalhou também nas áreas de direção de fotografia e pós-produção editorial, contribuindo para uma abordagem abrangente à construção da imagem cinematográfica.