Arquivo

ESAD.CR

Futuros Plurais III:Implicações

Cristina Janicas

Educação, existência e liberdade

SEMINÁRIO
01 DE JUNHO DE 2026, 15H
ÁTRIO ENTRE BLOCOS EP.1 – ESAD.CR

A Unidade Curricular de Seminário da Licenciatura em Design Industrial da ESAD.CR regressa com um novo ciclo sob o mote Futuros Plurais III: Implicações, propondo uma imersão crítica nas condições contemporâneas do design e nas responsabilidades que daí emergem.
Partindo da figura do/a designer enquanto sujeito simultaneamente crítico e produtor de valor económico, material e cultural, este seminário afirma-se como espaço de transição entre a formação académica e a prática profissional, interrogando os modos de agir, decidir e posicionar-se num mundo instável, desigual e tecnologicamente acelerado.
Organizado em formato intensivo, com fóruns públicos com convidadas/os, o programa convoca diferentes perspetivas para discutir o design faz e o que implica – nos sistemas de produção, nas estruturas sociais, nas economias e nas formas de vida que ajuda a construir.
Este ciclo propõe pensar o design enquanto prática situada, política e ética, capaz de antecipar cenários, tensionar modelos estabelecidos e participar activamente na construção de futuros mais conscientes, sustentáveis e plurais. Entre produtos, marcas, sistemas e narrativas, o seminário afirma-se como espaço de escuta, confronto e tomada de posição.

Cristina Janicas
A minha intervenção pretende abordar o conceito de “futuros plurais” a partir de uma perspetiva filosófica, educativa e existencial, defendendo que o futuro não é um destino único e determinado, mas um campo aberto de possibilidades. Partindo do pensamento existencialista de Sartre e da ontologia de Heidegger vou pensar a educação como um processo situado, dialógico e profundamente ligado à liberdade, pensamento crítico e à criatividade humanas.
A intervenção pretende pensar a educação num horizonte de futuros plurais e não em preparar para um único futuro previsível, mas em sustentar a capacidade de escolha, reflexão crítica e humanização diante da multiplicidade de caminhos possíveis.
Neste enquadramento, o papel do professor é reinterpretado como mediador de sentidos e co-construtor de conhecimento, deixando de ser apenas um transmissor de conteúdos para assumir uma função ética e relacional. A prática docente é entendida como um espaço de abertura ao questionamento, à incerteza, à desobediência e à construção partilhada do saber.

Cristina Figueiredo Janicas, nascida a 10 abril 1965, licenciada em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e possui o Mestrado em Estudos Artísticos, variante de Cinema.
No contexto deste mestrado apresentou a dissertação final intitulada «CineSophia: cinema e filosofia. A filosofia em 20 filmes».
No ano letivo de 2010-2011, foi-lhe concedida uma licença sabática, pelo Ministério da Educação, para desenvolver um projeto de investigação-ação intitulado «CineSophia: o cinema como ferramenta pedagógico-didática no ensino da filosofia».
Desde 1989, é professora de Filosofia no Ensino Secundário, transformando a sala de aula num espaço de criação e reflexão, aliando as humanidades às artes performativas, plásticas e ao cinema. Atualmente é a coordenadora do Plano Cultural de Escola, medida do Plano Nacional das Artes, da Escola Secundária José Falcão.
É sócia e integra os órgãos sociais da Bonifrates – Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais desde 1984, onde participou como atriz, cenógrafa e encenadora em vários espetáculos teatrais.
Como atriz, participou ainda em projetos cinematográficos, nomeadamente «Pedro e Inês» de António Ferreira, em 2028, e em projetos de televisão.
Em 2012, foi júri da Revista C do Festival Caminhos do Cinema Português e, em 2016, foi júri da secção «Outros Olhares» do mesmo festival. Foi também júri do Cinedita – Festival de Curtas de Arganil, em 2017, e do iFive – Festival Internacional de Vídeo Escolar, em 2023.
Em 2025, foi uma das 10 finalistas da 7.ª edição do Global Teacher Prize Portugal. Nesse contexto, o jornal Observador publicou, a 16 de julho de 2025, o artigo «Imagens que Pensam: Filosofia e Cinema em Diálogo»: https://observador.pt/opiniao/imagens-que-pensam-filosofia-e-cinema-em-dialogo
Foi responsável pela direção artística de várias exposições na Sala de Exposições da Escola Secundária José Falcão de Coimbra, das quais se destacam:
«Jardim da Revolução»:
https://bienalculturaeducacao.pna.gov.pt/programacao/fichaaberta.php?id=711
«Quando a ausência grita»:
https://bienalculturaeducacao.pna.gov.pt/programacao/fichaaberta.php?id=712
Ambas integradas na Bienal Cultura Educação #2, em 2025.