Enfermagem Médico-Cirúrgica – Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica

Enfermagem Médico-Cirúrgica – Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica

Tipo de curso:
Mestrado

Apresentação do curso

A pessoa em situação crítica é aquela cuja vida está ameaçada por falência ou eminência de falência de uma ou mais funções vitais e cuja sobrevivência depende de meios avançados de vigilância, monitorização e terapêutica. Os cuidados de enfermagem à pessoa em situação crítica são cuidados altamente qualificados prestados de forma contínua à pessoa com uma ou mais funções vitais em risco imediato, como resposta às necessidades afetadas e permitindo manter as funções básicas de vida, prevenindo complicações e limitando incapacidades, tendo em vista a sua recuperação total (regulamento 124/2011 de 18 de fevereiro). A formação especializada de profissionais de enfermagem que respondam com maior eficiência às situações de trauma, emergência e apoio humanitário é também um desiderato da reorganização do nosso sistema de saúde. Foi com este pensamento e tendo em conta as competências esperadas no Enfermeiro Especialista em Enfermagem à pessoa em situação crítica (regulamentos 122/2011 e 124/2011 de 18 de fevereiro) que se desenhou um plano que permita o desenvolvimento de profissionais autónomos, com espírito crítico e reflexivo, que participem ativamente no desenvolvimento organizacional das instituições, respeitem a pessoa e a família em todo o processo de cuidados, participem na inovação e desenvolvimento da prática da enfermagem com recurso a metodologias de investigação e tomem decisões ético-legais de acordo com os valores da profissão.

Este Mestrado tem parecer favorável da Ordem dos Enfermeiros para a atribuição do titulo profissional de Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica (a designação do curso foi alterada em conformidade com os requisitos da Ordem dos Enfermeiros para atribuição do título de especialista).

Coordenador do curso

Maria dos Anjos Coelho Rodrigues Dixe
coord.memc-epsc.ess@ipleiria.pt

Escola

Cidade

Idioma

Português

Regime

Pós-laboral

Duração

3 semestres

Vagas

Contingente geral e internacional: 25

Registo DGES

Objetivos

  1. Adquirir conhecimentos científicos no âmbito da enfermagem à pessoa em situação crítica;
  2. Desenvolver intervenções especializadas de Enfermagem a doentes de médio e alto risco, integrando a família na equipa de saúde;
  3. Cuidar da pessoa e família a vivenciar processos complexos de doença crítica e/ou falência orgânica;
  4. Dinamizar a resposta em situações de emergência, exceção e catástrofe;
  5. Maximizar a prevenção, intervenção e controlo da infeção e de resistência a antimicrobianos perante a pessoa em situação crítica e/ou falência orgânica;
  6. Dinamizar a construção e difusão do saber na área da enfermagem à pessoa em pessoa em situação critica;
  7. Promover a capacidade de tomada de decisões éticas;
  8. Estimular processos de mudança e inovação à luz do conhecimento científico e da investigação;
  9. Conhecer as estratégias e a importância na gestão dos recursos na prestação de cuidados;
  10. Desenvolver capacidades para organização e avaliação dos cuidados de Enfermagem.

1º Ano
Código Nome Semestre ECTS Duração
S1 3 30 h

CP1. Enquadramento conceptual da pessoa em situação crítica
1.1. Conceitos e evolução
1.2. Critérios de diferenciação
1.3. Especificidades da pessoa em situação crítica e adequação de intervenção de enfermagem
CP2. Contextos de Cuidados
2.1. Características físicas e estruturais dos contextos
2.2. Contexto e a interação dos vários atores
CP3. Tecnologia na intervenção à pessoa em situação crítica
3.1. Cuidados Diferenciados
3.2. Humanização dos cuidados

S1 7 96 h

CP1: Processos complexos de doença crítica e/ou falência orgânica relacionados com:
1.1. Alterações das vias aéreas e respiratórias;
1.2. Alterações cardiovasculares;
1.3. Alterações neurológicas;
1.4. Alterações músculo-esqueléticas;
1.5. Alterações gastrointestinais;
1.6. Alterações geniturinárias e nefrológicas;
1.7. Alterações endócrinas e metabólicas
1.8. Alterações Imuno-hematológicas
CP2: Anatomia e fisiologia aplicada aos processos de doença critica e/ou falência orgânica
CP3: Biofísica e bioquímica aplicada aos processos de doença critica e/ou falência orgânica
CP4: Microbiologia e epidemiologia aplicada aos processos de doença critica e/ou falência orgânica
CP5: Farmacologia aplicada aos processos de doença critica e/ou falência orgânica
CP6: Nutrição do doente de alto risco.

S1 8 96 h

CP1- Cuidados Centrados na pessoa em situação critica (PSC) e falência orgânica nos vários contextos
Conceptualização dos cuidados à PSC
Avaliação da PSC e/ou falência orgânica
Gestão de prioridades.
Vigilância e monitorização
CP2.SBV e DE
CP3.SAV adulto
CP4.SAV Pediátrico
CP5.SAV trauma
Prioridades na avaliação inicial da vítima de trauma;
Trauma crânio-encefálico, vertebro medular torácico, abdominal e aplicar os cuidados iniciais necessários;
Queimaduras;
Particularidade do trauma nas grávidas, pediátrico e geriátrico.
Técnicas de imobilização e extração rápida.
Transporte terreste, marítimo e aéreo
CP6 – Manutenção de doadores, colheita de órgãos e tecidos e transplantação
Organização do SNT e processo de doação/transplante e Legislação;
Morte Encefálica;
Manutenção de doador; colheita de órgãos, tecidos e transplantação
Familiares e a comunicação de más noticias
Ética e bioética em doação de órgãos;
CP7-Terapias substitutivas das F vitais
CP8-Dor e bem‐estar
CP9-Lesões tecidulares

S1 3 30 h

CP1 – Prática baseada na evidência (PBE)
1.1 PBE e tomada de decisão
1.2 Metodologias de síntese de evidência
1.3 Revisão sistemática de literatura
1.4 Avaliação da qualidade metodológica
1.5 Protocolos de revisão
CP2 – Desenhos de investigação e suas fases
2.1 Paradigmas de investigação científica em enfermagem
2.2 Etapas da investigação
2.3 Técnicas/instrumentos de recolha de dados
2.4 Estudo psicométrico de instrumentos
2.5 Ética em investigação
CP3 – Metodologias de análise de dados
3.1 Estatística descritiva/inferencial
3.2 Apresentação, análise e avaliação de dados quantitativos
3.3 Pressupostos da análise de dados em investigação qualitativa
3.4 Programas de análise de dados qualitativos
3.5 Análise/interpretação dos achados de estudos de natureza qualitativa
CP4 – Princípios da construção de um projeto e relatório de investigação
CP5 – Comunicação de resultados de investigação
5.1 Escrita científica e divulgação dos resultados

S1 3 32 h

CP1. Gestão e Organização dos cuidados de enfermagem
1.1 Os vários níveis da gestão de cuidados de enfermagem
1.2 A integralidade do cuidado e o cuidado centrado no cliente
1.3 A segurança do doente e a gestão do risco
CP2. Gestão e Liderança de Pessoas
2.1. Processos de liderança e gestão de conflitos em contexto clínico
2.2 A delegação
2.3 Dotações Seguras em Enfermagem
2.4 Supervisão
2.5 Desempenho Profissional e Avaliação do Desempenho
CP3. Jurisprudência, Políticas e Sistemas de Saúde
3.1. Especificidades das organizações de saúde
3.2. Reformas do sistema de saúde
CP4. Governação Clínica e Gestão da qualidade em saúde
4.1. Qualidade e desenvolvimento dos serviços de saúde
4.2 Conceitos, modelos e ferramentas da gestão e da qualidade em saúde
4.3. Resultados em saúde: Indicadores para uma melhor prática de enfermagem

S1 4 36 h

CP1. Enquadramento concetual dos cuidados de enfermagem
1.1. Desenvolvimento da Enfermagem: disciplina e profissão
1.2. Caraterização e Padrões do conhecimento em enfermagem
1.3. Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem Especializados
CP2. Enfermagem e prática avançada
2.1. Conceitos e Evolução da prática avançada
2.2. Desenvolvimento profissional
2.3. Aplicabilidade do conhecimento na prática avançada
2.4. Modelos de prática avançada
CP3. Enfermagem e Direito
CP4. Cuidados centrados no cliente, grupos e comunidades
4.1. Práticas e modelos de enfermagem aplicados à enfermagem avançada especializada
CP5.Linguagem classificada para a prática de enfermagem MC na Área de E PSC
5.1. Diagnósticos de enfermagem
5.2. Indicadores sensíveis aos cuidados de enfermagem especializados
CP6. Resultados e visibilidade dos cuidados de enfermagem
6.1 Sistemas de Informação em Enfermagem
6.2. Taxonomia em enfermagem MC na área de especialização à PSC

S1 2 20 h

CP1 – Princípios éticos em cuidados em saúde
CP1.1 Fundamentação da Ética Clínica. Princípios bioéticos. Questões éticas, ontológicas e legais da praxis.
CP2 – Tomada de decisão ética
CP2.1 Processo de tomada de decisão em enfermagem na resolução de problemas associados a situações da prática especializada.
CP3 – O Código Deontológico de Enfermagem e o Regulamento do exercício profissional no contexto da prática especializada de enfermagem. Os valores ético-deontológicos e aspetos legais inerentes ao exercício de enfermagem.
CP4 – Questões éticas, deontológicas e legais da prática especializada em Enfermagem Médico-cirúrgica, com enfase no domínio de enfermagem à Pessoa em Situação Critica

S2 4 62 h

CP1. Relação interpessoal em saúde
Noções básicas de Relação Interpessoal/ Relação Terapêutica
CP2. Relação Terapêutica
A Relação terapêutica com a PSC /família.
CP3-.Comunicação em saúde
Eu e os outros
A comunicação em contextos de crise/ emergência
CP4. Comunicação Terapêutica Comunicação interpessoal
Técnicas de comunicação perante a pessoa e família em situação crítica
CP 5. Intervenção em crise
Trabalho de equipa na resposta às situações críticas dos clientes O modelo CISM
CP 6. Transmissão de más notícias
Comunicação de más notícias. Protocolo de notificação de morte
CP 7. Gestão de emoções. Treino de situações específicas: A escuta ativa e a escuta não ansiosa
CP 8.Gestão de conflitos em situações de cuidado à pessoa em situação crítica
CP 9.Trabalho de equipa
CP 10. A família e cuidador como parceiros no cuidado à pessoa em situação crítica
A relação com a família e o papel de cuidador informal em situação crítica

S2 4 32 h

CP1. Epistemologia da prevenção e controlo da IACS
CP2. Organização Nacional e Institucional de prevenção e controlo de IACS
CP3. Plano Nacional de Prevenção e Controlo da IACS
CP4. Estratégias de proteção individual e coletiva
CP5. Triagem e acondicionamento de resíduos, circuitos e tratamento
CP6. Política de desinfetantes, antisséticos e esterilização

S2 4 40 h

CP1. Conceptualização de cuidados de saúde em situações de emergência, exceção e catástrofe
CP2. Aspetos ético-legais
CP3. Gestão de situações de emergência, exceção e catástrofe
CP4. Conceptualização de planos de emergência e catástrofe
CP5. Princípios de triagem e atuação
CP6. Remoção, estabilização e evacuação de vítimas (incluindo situações de incidentes com agentes nucleares,biológicos, radiológicos e químicos)
CP7. Violência, maus-tratos e negligência
CP8. Colheita, preservação e documentação de provas, garantindo a cadeia de custódia

S2 3 32 h

CP1. Supervisão clínica em enfermagem
1.1. Natureza e conceitos de supervisão clínica em enfermagem
1.2. Modelos de supervisão clínica em enfermagem e adequação ao contexto de cuidados da PSC
CP2. Supervisão clínica no desenvolvimento de competências
2.1 Supervisão clínica e modalidades de formação.
2.2. Processo de supervisão clínica em Enfermagem: problemáticas
2.3. Estratégias de supervisão clínica em enfermagem especializada na PSC
2.4. Supervisão do prestador de cuidados na intervenção à PSC
CP3. A supervisão e a promoção da qualidade
3.1. Os padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem especializados na PSC
3.2. Liderança, supervisão clínica e qualidade de cuidados
3.3. Indicadores de qualidade e estratégias de supervisão clínica em enfermagem especializada em contextos de cuidados à PSC

S2 15
  • Estágio de Enfermagem à Pessoa em Situação Critica (com relatório) I;
    CP1- Prestação de Cuidados à Pessoa em Situação Critica, tendo presente as competências gerais do enfermeiro especialista e competências especificas do Enfermeiro especialista em Enfermagem Médico Cirúrgica na área de Enfermagem à pessoa em Situação Crítica
    CP2- Reflexão sobre a Prática Clínica
  • Projeto de Investigação;
    CP1- Projeto de dissertação e opções metodológicas;
    CP2- Etapas e estratégias de elaboração de projetos de dissertação
  • Trabalho de Projeto – Modulo I
    CP1. Diagnóstico de situação: identificação de problemas em diferentes contextos de enfermagem médico-cirúrgica
    1.1. Definição da problemática a investigar;
    CP2. Planeamento Metodológico
    2.1 Enquadramento teórico/concetual; 2.2. Enquadramento metodológico;
    CP3. Estratégias de intervenção
    3.1. Seleção/construção de instrumentos para a colheita de dados; 3.2. Calendarização das etapas de investigação.
    CP4. Avaliação do impacto do projeto
    5.1. Sistematização de recomendações e propostas para a melhoria do problema identificado.
2º Ano
Código Nome Semestre ECTS Duração
  • Estágio de Enfermagem à Pessoa em Situação Critica (com relatório) II;
    CP1. Cuidados especializados de enfermagem à pessoa em situação crítica
    1.1. Conceção, organização, prestação e supervisão de cuidados de enfermagem especializados à pessoa em situação crítica e família no contexto de cuidados intensivos e ensino clínico de opção, com mobilização dos referenciais teóricos de enfermagem, evidência científica, e todos os conteúdos programáticos abordados no restante curso
    CP2. Reflexão acerca da prática realizada em contexto clínico
    2.1. Redação de relatório de caráter critico-reflexivo para os cuidados especializados de enfermagem à pessoa em situação crítica realizados nos três contextos clínicos: urgência, cuidados intensivos e opção
  • Trabalho de Projeto – Modulo II
    CP1.) Planeamento coordenado interdisciplinar de intervenções definidas na UC de trabalho de projeto
    CP2. Implementação do projeto de intervenção;
    CP3: Avaliação da eficácia da resolução do problema
    CP4. Elaboração do relatório final de projeto;
    CP5. Divulgação da investigação desenvolvida através de comunicação científica.
    CP6. Apresentação e discussão do relatório.
  • Dissertação
    Pretende-se que a investigação a desenvolver nasça de uma necessidade concreta da prática, pelo que deve basear-se no trabalho já desenvolvido e no conhecimento do terreno ao longo do curso.
    Incentiva-se a que os estudantes integrem as áreas de investigação estruturante e já em desenvolvimento na instituição e na unidade de investigação CiTechCare.
    Os conteúdos correspondem às etapas da elaboração da dissertação:
    CP1. Agilização para responder às questões éticas necessárias (obter pareceres formais).
    CP2. Desenvolvimento da investigação.
    CP3. Elaboração do relatório de dissertação.
    CP4. Divulgação da investigação desenvolvida.
    CP5. Apresentação e discussão do relatório de dissertação.

Condições de acesso

Podem candidatar-se:

  1. Os titulares do grau de licenciado em Enfermagem, ou equivalente legal;
  2. Os titulares de um grau académico superior estrangeiro, conferido na sequência de um 1.º ciclo de estudos em Enfermagem, organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo;
  3. Os titulares de um grau académico superior estrangeiro ou os detentores de um currículo científico ou profissional que vejam o respetivo grau / currículo previamente reconhecido pelo Conselho Técnico Científico da ESSLEI (nos termos do Artigo 17.º do Decreto-lei n.º 74/2006, de 24 de março, com as alterações subsequentes). Este reconhecimento tem efeito apenas para o acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de mestre, não conferindo ao seu titular a equivalência ao grau de licenciado ou o reconhecimento desse grau.

Edital

Edital 2026 (Retificado)

Acreditação

Estado: Acreditado
Nº de anos de acreditação: 6
Data da publicação: 20/05/2022
Acreditação A3ES

Mais informações

Plano de estudos

Despacho n.º 8237/2022, DR n.º 129 – 2S, de 6 de julho

Este mestrado tem parecer favorável pela Ordem dos Enfermeiros quanto à atribuição do título de especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica na área de enfermagem à pessoa em Situação Critica. Consulte o documento.

Candidatura

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Taxa de candidatura

60€

Taxa de matrícula/inscrição

Contingente geral: 50€*
Contingente estudante internacional: 100€*

*Inclui seguro escolar

Propina anual

Contingente geral: 2000€
Contingente estudante internacional: 3000€