Lino Alves
Frequentei a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria. Iniciei o curso de Engenharia Electrotécnica em 2001 e terminei a antiga licenciatura em 2006.
Guardo como memória a camaradagem, não só entre alunos, mas também com a maior parte dos professores. Se entre alunos penso que seja comum criar fortes laços de amizade, foi um pouco mais surpreendente, pela positiva, constatar que na ESTG também a proximidade com muitos dos professores era clara. Esta é certamente a memória mais marcante.
Depois de ter terminado o curso, iniciei a minha carreira profissional na empresa onde estagiei, na altura chamava-se Chipidea (hoje Synopsys). Lá trabalhei no laboratório onde testava protótipos de microeletrónica. Passados cerca de 6 anos, decidi aventurar-me fora de Portugal e acabei por aterrar na Áustria por mais uns tantos anos. Continuei a trabalhar num laboratório de testes, mas desta vez em microcontroladores, inicialmente em validação e mais tarde no apoio à resolução de problemas com os circuitos de microeletrónica. Em seguida mudei-me para o Luxemburgo, onde comecei por trabalhar em análise de circuitos eletrónicos para segurança funcional no mercado automóvel. Mais tarde mudei para uma posição no sector espacial onde permaneço há quatro anos.
Atualmente trabalho numa empresa no sector espacial que desenvolve sistemas de visão para satélites com o intuito de poder manobrar em segurança na crescente densidade de objetos presentes na órbita terrestre. Alguns dos projetos são em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA). Lidero uma pequena equipa de desenvolvimento de software para microprocessadores e outros sistemas integrados. Software este que inclui modelos de inteligência artificial.
O facto de o curso incluir estágio abriu a porta para entrar no mercado de trabalho mais facilmente. No meu caso, como já havia uma ligação entre a empresa onde iniciei a carreira e alguns professores, tudo se tornou mais simples. Além disso, a forte componente técnica do curso que frequentei facilitou uma boa progressão a nível profissional dado que os primeiros trabalhos que tive tinham uma grande necessidade de conhecimentos a nível de circuitos eletrónicos e equipamentos de teste, não só a nível teórico, mas neste caso também prático. Por outro lado, já tive vários empregos pela Europa e os conhecimentos que adquiri no curso sempre foram vistos como uma mais-valia.
Espero que a Rede Alumni ajude a criar ligações e oportunidades entre alunos. Potenciais colaborações em projetos ou que até ajude a encontrar emprego.
Dado que a rede incluirá empregadores e profissionais que procuram emprego, talvez fosse interessante criar uma plataforma onde nos possamos encontrar remotamente com facilidade.