Conselho de Ministros Aprova Decreto-lei que Concretiza Transformação do Politécnico de Leiria em Universidade

O Instituto Politécnico de Leiria congratula-se com a aprovação, em Conselho de Ministros, do decreto-lei que determina a criação da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), na sequência da proposta de transformação formalmente submetida pela instituição ao Ministério Educação, Ciência e Inovação, em abril de 2025. A decisão hoje oficializada representa um marco histórico para a instituição e para o território de Leiria e Oeste, consagrando um percurso de afirmação académica e científica construído ao longo de mais de quatro décadas.

A criação da Universidade de Leiria e Oeste constitui um projeto estruturante para a região e um fator determinante de desenvolvimento económico, social e territorial. Esta transformação não decorre de uma circunstância conjuntural, mas do reconhecimento de uma realidade consolidada: uma instituição com oferta formativa diversificada, investigação de qualidade, forte ligação ao tecido empresarial e trajetória consistente de internacionalização.

«A aprovação formal da criação da Universidade de Leiria e Oeste representa o reconhecimento de um percurso institucional sólido, construído ao longo de 45 anos com base na qualidade, na inovação e numa ligação profunda à comunidade. Este é um momento histórico e de enorme significado para a nossa comunidade académica e para o território onde nos inserimos», afirma Carlos Rabadão, presidente do Instituto Politécnico de Leiria.

Carlos Rabadão realça ainda que «a transformação em Universidade constitui um desígnio de longa data da região e concretiza-se pelo cumprimento rigoroso de todos os requisitos legais exigidos, sendo consequência natural de décadas de mérito académico, maturidade organizacional e compromisso com o desenvolvimento regional».

Recorde-se que foi em abril de 2025 que o Politécnico de Leiria formalizou o pedido de transformação em Universidade, cumprindo um desígnio antigo da região e da instituição. A proposta apresentada à tutela resultou de um projeto de vários anos e de um processo participado, que envolveu docentes, estudantes, pessoal técnico e administrativo, municípios e associações empresariais e industriais da região.

A proposta teve por base o estudo ‘Prospetiva 2035 – Três Cenários para o Futuro de Leiria e Oeste’, desenvolvido pela Estrutura de Missão para o Desenvolvimento do Ecossistema Leiria e Oeste (EM@IPLeiria), que evidenciou que a criação de uma universidade constitui um fator decisivo de desenvolvimento económico, social e territorial.

«Assumimos esta nova etapa com sentido de responsabilidade, conscientes de que o estatuto universitário implica maior exigência científica, maior impacto social e um compromisso ainda mais profundo com o desenvolvimento sustentável, a inovação e a qualificação das pessoas», salienta Carlos Rabadão.

A futura Universidade de Leiria e Oeste assumirá uma responsabilidade pública acrescida na consolidação da oferta doutoral, na intensificação da atividade científica e no aprofundamento da cooperação internacional. Será uma universidade moderna, inclusiva e aberta ao mundo, profundamente enraizada no território, e orientada para o conhecimento aplicado, para a empregabilidade e para a resposta às necessidades concretas das empresas e da sociedade.

O Instituto Politécnico de Leiria encara esta decisão como o início de um novo ciclo institucional, assente na capacidade, legitimidade e maturidade demonstradas ao longo do seu percurso. A Universidade de Leiria e Oeste nasce com a ambição de reforçar o seu papel como motor de conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável ao serviço da região e do país.

O decreto-lei que determina a criação da Universidade de Leiria e Oeste vai agora seguir para aprovação por parte do Presidente da República, para posterior publicação em Diário da República.

» Discurso do presidente do Politécnico de Leria