Terapia da Fala – Intervenção nas Perturbações da Linguagem Escrita

Terapia da Fala – Intervenção nas Perturbações da Linguagem Escrita

Tipo de curso:
Pós-graduação

Conteúdo do curso

Candidaturas de 01 de junho a 15 de julho de 2025

Apresentação do curso

A aprendizagem da leitura e da escrita é essencial para o desenvolvimento cognitivo e para um vasto conjunto de atividades humanas, condicionando todas as aprendizagens escolares das crianças e a funcionalidade dos adultos. Existem, contudo, perturbações da aprendizagem incluem um vasto leque de diagnósticos, como a Dislexia, a Disortografia, a Disgrafia, a Discalculia, Dismapia e, por vezes, alterações verificadas ao nível da linguagem escrita que não se enquadram em nenhum dos diagnósticos, tendo por base uma alteração da linguagem oral ou o envolvimento de outros fatores neuropsicológicos ou socioambientais. Podemos encontrar dificuldades de leitura nos adultos, decorrentes de patologias neurológicas (e.g. Acidentes Vasculares Cerebrais ou Traumatismos Cranioencefálicos), sendo a Terapia da Fala essencial para a minimização destas dificuldades, tornando o adulto o mais funcional possível.

A Pós Graduação em Terapia da Fala – Intervenção nas Perturbações da Linguagem Escrita pretende dotar os profissionais que atuam com crianças, jovens e adultos com este tipo de problemáticas, de conhecimentos não só sobre as funções e processamento cognitivo que estão na base das alterações da leitura e escrita, mas também de conhecimentos sobre o perfil linguístico, sensorial e emocional que lhes irá permitir uma intervenção centrada na Pessoa.

Escola

Cidade

Idioma

Português

Regime

Ensino a distância, Pós-laboral

Duração

1 Semestre

Vagas

30 vagas

Objetivos

Pretende-se que no final desta pós-graduação, os Terapeutas da Fala possuam as seguintes competências:

  1. Reconhece as bases neurobiológicas subjacentes às competências de linguagem escrita, permitindo um melhor entendimento das perturbações a estas associadas;
  2. Compreende a importância do processamento cognitivo, motor e sensorial na linguagem escrita;
  3. Domina teorias do processamento linguístico e modelos de aprendizagem da linguagem escrita;
  4. Domina os conhecimentos linguísticos fundamentais relevantes para intervenção;
  5. Identifica as competências facilitadoras para a leitura e escrita, bem como os fatores de risco para o surgimento de dificuldades neste domínio, analisando-as numa perspetiva interdisciplinar e colaborativa;
  6. Usa diferentes ferramentas de avaliação e intervenção considerando uma perspetiva holística das perturbações da linguagem escrita;
  7. Implementa boas práticas de intervenção em equipa interdisciplinar na área da linguagem escrita, reforçando o valor do trabalho colaborativo;
  8. Analisa de modo critico casos práticos relacionados com perturbações da linguagem escrita.
Código Nome Semestre ECTS Duração
S1 2 15 h

CP1. Papel do Córtex visual primário e secundário no processamento da informação escrita.
CP2. Visual Word Form Area e suas especificações.
CP3. Processamento da informação visual e linguística: áreas cerebrais e suas especificações.

S1 4 28 h

CP1. Conceitos fundamentais.
CP1.1. Propriedades das línguas naturais.
CP1.1.1. A oralidade como modo primário e suas especificidades.
CP1.2. Propriedades dos sistemas de escrita.
CP1.3. O caso do português.
CP1.3.1. Unidades da oralidade vs. unidades da escrita.
CP.1.3.2. Variedades e variantes dialetais do português.
CP1.4. Diversidade de sistemas semióticos.
CP2. Teorias do processamento e modelos de aprendizagem.
CP2.1. Teorizações cognitivistas e processuais.
CP2.1.1. Modelos formalistas.
CP2.1.2. Modelos de aprendizagem sintéticos e analíticos.
CP2.1.3. Abordagens descendentes vs. abordagens ascendentes vs. mistas.
CP2.1.4. Teorias modulares , teorias conexionistas ou de competição.
CP2.2. Teorizações socialmente ou discursivamente situadas ou sociosemânticas.
CP2.2.1. Modelos funcionalistas.

S1 2 15 h

CP1. Conceito de literacia emergente.
CP 1.1 Definição;
CP1.2 Competências envolvidas (linguagem oral, modelos familiares, motivação para a leitura, contacto com o
impresso);
CP 1.3 Modelo compreensivo de literacia emergente;
CP 1.4 Modelos colaborativos de promoção das competências de literacia emergente.
CP2. Fatores de risco em idade pré-escolar para a aprendizagem da leitura e da escrita.
CP3. Papel do Terapeuta da Fala na Prevenção no âmbito das competências de literacia emergente.
CP4. Papel do Terapeuta da Fala na Intervenção no âmbito das competências de literacia emergente.

S1 4 28 h

CP1. Principais diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita.
CP2. História compreensiva nas perturbações da linguagem escrita.
CP3. Avaliação da linguagem oral para o entendimento das perturbações da linguagem escrita.
CP4. Avaliação da linguagem escrita pelo terapeuta da fala.
CP5. Diagnósticos em Terapia da Fala, de base neurológica e de desenvolvimento.
CP6. Prognósticos e planos de intervenção com base em evidências.

S1 5 35 h

CP1 – A consciência silábica:
CP1.1 – Fonotática e sequências de sons e princípios de sonoridade
CP1.2 – Estrutura interna
CP1.3 – Consciência intrassilábica
CP2 – O conhecimento sobre o acento
CP2.1 – Acento primário e secundário
CP2.2 – Vocalismo átono
CP3 – O conhecimento sobre alofonia
CP3.1 – Variantes contextuais e variantes livres
CP4 – Correspondência fonema-grafema e casos específicos de leitura

S1 5 35 h

CP1 – Léxico mental.
CP1.1 Unidades Lexicais: definição, propriedades e relações.
CP1.2. Acesso Lexical.
CP2. Palavras enquanto estruturas morfológicas.
CP2.1. Constituintes.
CP2.2. Estrutura interna das palavras.
CP2.2.1. Palavras simples e complexas.
CP2.2.2. Flexão e formação de palavras.
CP3 – Processos morfológicos de formação de palavras.
CP3.1 Derivação.
CP3.1.1. Sufixos concorrentes.
CP3.1.2. Alomorfia.
CP3.1.3. Lexicalização.
CP3.2. Composição morfológica.
CP3.3. Produtividade.
CP4. Outros processos de formação de palavras.

S1 5 35 h

CP1 – Propriedades de seleção categorial das palavras.
CP2 – Posição e ordem dos constituintes frásicos.
CP2.1 – Dentro dos grupos.
CP2.2 – Ao nível dos constituintes principais.
CP3 – Estruturas de subordinação vs. coordenação.
CP4 – Grupos simples vs. grupos compostos.
CP5 – Concordância intra e inter grupos.
CP6 – Formas verbais não finitas.
CP7 – Relações de complementação vs modificação.
CP8 – Estruturas de ênfase.
CP9 – Prosódia, entoação e pontuação

S1 5 35 h

CP1. Elipse, expressões anafóricas, dêixis.
CP2. Coesão interfrásica.
CP2.1. Parataxe e hipotaxe.
CP3. Significado literal e significado não-literal.
CP3.1. Relações logico-semânticas.
CP3.1.1 Pressuposição e Implicatura.
CP4. Coesão temporal.
CP5. Coesão referencial.
CP6. Variáveis contextuais (campo, relações, modo) e seu efeito sobre as tarefas de leitura e escrita.
CP7. Tipos de textos e sua estruturação interna.


Condições de acesso

Podem candidatar-se a esta pós-graduação os profissionais que sejam titulares:
a) Do grau mínimo de Licenciatura em Terapia da Fala ou equivalente legal;
b) De um grau académico superior estrangeiro em Terapia da Fala que seja reconhecido como satisfazendo os objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Técnico Científico da ESSLei.

Para o funcionamento desta pós-graduação serão criadas 30 vagas, sendo que o número mínimo de inscrições para o funcionamento da mesma será definido mediante o orçamento estabelecido.

Edital

Mais informações

Candidatura

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Taxa de candidatura

60€

Taxa de matrícula/inscrição

50€*

*Inclui seguro escolar

Investimento

1.200€